Tag Archives: Poesia

Lançamento do livro “Um olhar…”

 

Na noite do dia 28 de setembro, em agradável convívio de amigos, a Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré acolheu o lançamento do livro “Um olhar…”, de João Alberto Roque. Homem da terra, de formação na área das ciências, o seu gosto e dedicação à escrita já vem de alguns anos. Participou em diversos concursos literários que lhe valeram a obtenção de prémios a nível nacional e além-fronteiras. Tem textos em diversas publicações, quer coletivas, quer individuais. Escreve em resposta a desafios, mas também sobre si e sobre a sua visão do mundo. Começou a escrever por deleite, depois submeteu-se à métrica e às regras do soneto e transformou-as em desafios, disciplinando a sua criatividade.

Este evento constituiu uma celebração à escrita e uma oportunidade para que a comunidade da Gafanha da Nazaré possa refletir sobre a importância da escrita na nossa vida.

Usamo-la como forma de comunicação para nos entendermos. O João usou-a como forma de catarse e reflexão sobre a vida, como ele próprio afirma. Para nós, ele criou com arte, exprimiu ideias e sentimentos com beleza. Deixou-nos metade de uma obra que nos compete completar, seguindo a linha de pensamento do escritor britânico Joseph Conrad “ O autor só escreve metade do livro. Da outra metade deve ocupar-se o leitor”. Mas a escrita é acima de tudo um valor civilizacional, uma arma poderosa que permite ao homem compreender melhor o mundo e de transformá-lo, de escolher em consciência e em liberdade, resistindo às pressões e às diversas formas de subjugação e de escravatura do seu tempo.

Piedade Gomes

A reportagem fotográfica é da Prof. Fátima Viana.

Anúncios

Deixe um comentário

Filed under Atividades, biblioteca em ação, Promoção da leitura

Marginal – Vieira da Silva

Vieira da Silva

Deixo-vos com um poema de António Vieira da Silva, o médico, o poeta e cantor, cujo livro “Marginal” vai servir de base à próxima sessão da “Comunidade de Leitores”.

Deixo ainda o convite a todos… será no dia 24 de maio de 2018, na Biblioteca Municipal de Ílhavo.  

Até gostariam de participar, mas não têm o livro para o ler… Essa desculpa não serve…  o autor disponibiliza-o, completo, na sua página na Internet. Basta clicar em:

http://www.vieiradasilva-ilhavo.com/marginal.pdf

De lá escolhi este poema de rara sensibilidade, ou não estivesse numa…

Escola

professor
não tenhas pressa

saí agora de casa
tenho a amarga sensação
de perda não sei de quê
de um regaço
de um abraço
que me ficou na memória

professor
não tenhas pressa
não sou um quadro vazio
já trago dentro de mim
os traços de outras viagens
imaginárias
reais
dos dias da minha história.

Vieira da Silva

Até dia 24. Eu vou lá estar… e tu?

Deixe um comentário

Filed under Promoção da leitura

Reportagem – Chá de letras

A Biblioteca voltou a encher para celebrar a poesia, no Dia Mundial da Poesia

Os alunos, a título individual, ou como turma acompanhada pela professora de Oficina de Teatro, apresentaram poemas, com destaque para os de Luísa Ducla Soares.

Foram ainda apresentados os poemas selecionados no Concurso de Poesia – um por ciclo – que representaram o Agrupamento no concurso “Faça lá um poema” do Plano Nacional de Leitura.

Os próprios pais foram chamados a participar, lendo uma poesia que o nosso “carteiro em bicicleta” lhes entregou num envelope da biblioteca.

Infelizmente esta reportagem não pode, de acordo com as novas regras, incluir as fotografias mais interessantes, pois aparecem os rostos reconhecíveis dos alunos mais jovens.

Deixe um comentário

Filed under Atividades, biblioteca em ação, Promoção da leitura

Chá de Letras com Poesia

Neste Dia Mundial da Poesia, viveremos o nosso Chá de Letras, em que a poesia é servida como iguaria principal.
O encontro é às 19 horas na Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré.
Chá de Letras com Poesia
Fiquemos, por agora, com um poema de António Gedeão:

Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia.
  .
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
  .
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia.
.
Todo o tempo é de poesia.
.
Entre bombas que deflagram.
Corolas que desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.
.
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.
  .
Todo o tempo é de poesia.
  .
Desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia.
    .
António Gedeão

Deixe um comentário

Filed under Atividades, biblioteca em ação, Promoção da leitura

Concurso de Poesia AEGN

Concurso de Poesia AEGN

Introdução:

O Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré lança o concurso de poesia aberto a todos os seus alunos.

Regulamento:

  1. Cada aluno poderá participar com um, dois ou três poemas.

  2. O tema é livre.

  3. Os poemas deverão ser enviados em documento Word ou equivalente.

  4. A dimensão de cada poema não deverá exceder os limites de uma página A4.

  5. Os critérios de avaliação dos poemas enviados obedecerão aos itens seguintes: correção formal da escrita |riqueza de conteúdo |originalidade do tema e do estilo.

  6. No mesmo documento deverão constar ainda as seguintes informações: nome, turma, ano, escola, endereço de correio eletrónico e telemóvel ou telefone para eventual contacto.

  7. Os trabalhos concorrentes deverão ser enviados por correio eletrónico para o endereço biblioteca@egn.pt, até ao dia 27 de janeiro de 2017.

  8. Será escolhido um poema por ciclo para participar, em representação do agrupamento de escolas, no Concurso “Faça lá um Poema” do Plano Nacional de Leitura.

  9. Os melhores poemas serão ainda publicados numa coletânea a editar pelo Agrupamento.

  10. O júri, que escolherá os trabalhos que justifiquem a publicação, incluirá três elementos (por cada nível de ensino) com reconhecida sensibilidade e gosto pela poesia.

  11. Os resultados serão comunicados aos concorrentes por correio eletrónico e divulgados no blogue das bibliotecas do agrupamento – https://bibliotecaegn.wordpress.com.

Notas: Os poemas serão numerados pela organização e enviados ao júri sem identificação dos autores.
O regulamento em papel está disponível na tua biblioteca.

Recordamos que, no ano letivo 2015-2016, um poema selecionado e enviado para participar, em representação do agrupamento de escolas, no Concurso “Faça lá um Poema” do Plano Nacional de Leitura, foi distinguido com o terceiro lugar, no segundo ciclo. O aluno Miguel Lourenço, na altura no 5º Ano da Escola Básica da Gafanha da Nazaré, viu o seu poema Estou a crescer publicado na antologia A dança das palavras que reúne os poemas vencedores das oito primeiras edições do Concurso “Faça lá um Poema” e pode ser consultado na biblioteca da EB.

 

Deixe um comentário

Filed under Atividades, biblioteca em ação

Chá de Letras – África

Mais uma caneca do habitual Chá de Letras, desta vez com um cheirinho a África.
cartaz-cha-de-letras-africa

Contamos com a tua presença.

Podes aproveitar e visitar a nossa Feira do Livro

Deixe um comentário

Filed under Atividades, biblioteca em ação, Promoção da leitura

Poemas de Manuel Alegre cantados

Adriano Correia de Oliveira cantou vários poemas de Manuel Alegre, tornando-os algumas das canções mais simbólicas da luta pela democracia. O melhor exemplo é a trova do Vento que passa”.

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

(o poema é mais longo, mas estas três quadras foram as que se tornaram conhecidas na canção)

 

Canção tão simples

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?

 

Canção Com Lágrimas

Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera…

Deixe um comentário

Filed under Autor do mês