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Feira do livro na Biblioteca

Nas bibliotecas da Escola Secundária e da Escola Básica (2º Ciclo) está a decorrer a feira do livro, até final da semana. Uma boa oportunidade para encontrares aquela prenda de Natal muito especial.

cartaz-feira-do-livro-2016

O cartaz, mais uma vez, é o resultado da criatividade da professora e ilustradora Helena Zália.

Não te percas… é na biblioteca. Estamos à tua espera.

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Fernando Pessoa

Fernando Pessoa - exposição

Exposição sobre Fernando Pessoa na Biblioteca da Escola Secundária. Em lugar de destaque o trabalho, sobre os heterónimos de Fernando Pessoa, que foi considerado a melhor prova de artes plásticas nas Escolíadas (polo II) realizada pelos alunos Airton Paula e Ana Beatriz Silva (9º C).

Nota Biográfica escrita por Fernando Pessoa

 

Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa

Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de São Carlos, em 13 de junho de 1888.

Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi diretor-geral do Ministério do Reino e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral – misto de fidalgos e de judeus.

Estado: Solteiro.

Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exata a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão mas vocação.

Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1.ºdt.º, Lisboa. (Endereço postal – Caixa Postal 147, Lisboa).

Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.

Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros e ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III», (em inglês também), 1922 e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poemas». O folheto «O Interregno», publicado em 1928 e constituindo uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.

Educação: Em virtude de, falecido o seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.

Lisboa, 30 de março de 1935.

Fernando Pessoa 4

Frases e poemas de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa 1

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis…”

Fernando Pessoa

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Origem das restantes imagens:

– a segunda de http://baptistao.zip.net/arch2011-04-01_2011-04-30.html (adaptada)

– a terceira aparece em muitos sites.

– a quarta de http:// culturafm.cmais.com.br/radiometropolis/lavra/fernando-pessoa-como-ricardo-reis-das-odes-de-ricardo-reis-321

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Uma aula especial

Fernando Pinto do Amaral deu uma aula na biblioteca da ESGN

 Fernando Pinto do Amaral 2

No dia 16 de janeiro, a biblioteca da ESGN contou com a presença de Fernando Pinto do Amaral, comissário do PNL (Plano Nacional de Leitura), escritor, crítico literário, tradutor e professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sessão, destinada aos alunos do 12º ano, iniciou-se com a audição do “Fado da saudade”, canção galardoada com o prémio Goya em 2008 e interpretada por Carlos do Carmo. A letra é um poema do nosso convidado.

O escritor começou por falar desta sua faceta, da poesia e explicou aos alunos a sua incursão no mundo das letras depois de ter frequentado o curso de medicina. Seguiu-se uma verdadeira aula de literatura, abordando as obras e os autores do programa de 12º ano de uma forma diferente, com destaque para a vida e obra de Fernando Pessoa e seus heterónimos.

No final, como não podia deixar de ser, houve uma sessão de autógrafos.

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Textos de Amor

Red Hearts Valentine' Day 1

O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

                               Fernando Pessoa

Dois corações, feitas de rosas de papel

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Florbela Espanca

Amar é… 

sorrir por nada e ficar triste sem motivos
é sentir-se só no meio da multidão,

é o ciúme sem sentido,
o desejo de um carinho;
é abraçar com certeza e beijar com vontade,
é passear com a felicidade,
é ser feliz de verdade!

Albert Camus

Amor é fogo…

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Assim o Amor

Assim o amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa

Sophia de Mello Breyner Andresen

Urgentemente

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

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