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Chá de Letras – o nosso património

 

No dia 14 de dezembro, a Biblioteca da Escola Secundária organizou mais um Chá de Letras, desta vez dedicado ao tema o nosso património. A atividade dividiu-se em 3 momentos que focaram aspetos diferentes do património. No 1º momento, dando destaque ao património humano da escola e literário do país, os alunos de Oficina de Teatro do 8ºF, orientados pela professora Cristina Lorga, apresentaram de forma dramatizada poemas do livro À esquina da rima buzina, de António Torrado. Depois, a avó Conceição, auxiliada pelo neto Francisco, apresentou “As árvores da minha rua”, sublinhando a importância do conhecimento e da preservação do património natural. Finalmente, João Alberto Roque entrevistou o professor Fernando Martins, uma das pessoas que mais tem contribuído para a investigação e divulgação do património local, sobre textos que guardam a memória das gentes da Gafanha da Nazaré.

Foram momentos de partilha informais muito agradáveis que contribuíram certamente para desmistificar a ideia de que o património é sobre o passado. É sem dúvida sobre o futuro, aquilo que deixamos para as gerações futuras.

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Sebastião da Gama – Diário

“Isto é quase um diário íntimo e se digo quase é porque, apesar de tudo, sei muito bem que outros, que não só eu, o vão ler, e isso, que não obsta a que sejam sinceras todas as minhas palavras e verdadeiras todas estas histórias, me impede de contar certas coisas que terei pudor de contar seja a quem for.”

Sebastião da Gama, Diário

Nos tempos conturbados em que vivemos, o Diário de Sebastião da Gama (passou em 2008 o cinquentenário da sua publicação póstuma) pode constituir, para educadores e educandos, uma lufada de ar fresco suscetível de a todos ajudar a levar o barco a bom porto.

José H. Barros-Oliveira, Revista Portuguesa de Pedagogia

Sebastião da Gama: Poeta e Professor

“Trata-se de um professor competente, totalmente centrado nos alunos, íntegro como pessoa humana, amigo dos alunos, como uma espécie de pai, compreensivo e respeitador da sua liberdade, sabendo levar a disciplina com bons modos e métodos, corrigindo sem ofensa. E realmente os alunos aprendiam com métodos ativos, fazendo-os participar, inventar e ler textos. E tanta coisa se aprendia para além da gramática…”

Cada vez me apetece menos classificar os rapazes, dar-lhes notas, pelo que eles «sabem», Eu não quero (ou dispenso) que eles metam coisas na cabeça; não é para isso que eu dou aulas. O saber – diz o povo – não ocupa lugar; pois muito bem; que eles saibam, mas que o saber não ocupe lugar, porque o que vale, o que importa (e para isso pode o saber contribuir, só contribuir) é que eles se desenvolvam, que eles cresçam, que eles saibam «resolver», que eles possam perceber.

Sebastião da Gama, Diário

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