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Dia do Autor Português

Hoje, na Biblioteca da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, lembrámos o Dia do Autor Português, com uma exposição de caricaturas ou fotos de autores de diferentes épocas.

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Nós também somos autores

No Dia do Autor Português – 22 de maio – apresentamos poemas dos nossos autores, alunos da turma C do 10º Ano, que os escreveram, nas aulas de Português com a Professora Dulce Carlos, partindo de títulos de notícias de jornais.

Foram expostos na biblioteca e no blogue para poderem chegar mais longe…

 

Fizeram as contas

 

Numa terra do abismo

Onde o vento queima

E a chuva congela

Onde o tempo não anda

Onde as montanhas dominam

No coração do Inverno

Fizeram as contas

E condenaram o superior

As montanhas choraram sangue

 

Fizeram as contas

Condenaram os céus

O fogo congelou para sempre

E todos nós ardemos.

 

Gonçalo Barros e Daniel Soares
 

Nunca foi tão fácil

 

Onde o ar escasseia

Onde não há paciência

O ar sufoca

A chuva tinge

Nunca foi tão fácil

 

Nada acima

Tudo aos pés

A misantropia olho de baixo

Filhos da escuridão do Norte

Onde nunca foi tão fácil

 

Não se ouve nada

A escuridão aproxima-se

Ouvem-se vozes

Das correntes dos homens livres

Onde nunca foi tão fácil

 

Gonçalo Barros e Daniel Soares

 

Lá em casa, manda o coração

 

Estou longe de casa,

longe da liberdade,

o meu coração sente saudade

e as memórias o tempo arrasa.

É em casa que o coração está,

na terra em que nasci,

e lá sempre permanecerá,

no local onde cresci.

 

Em todo o lado regras há,

esta vida já não tem cor,

daqui tenho que fugir já.

 

Aqui manda o patrão.

Lá em casa,

manda o coração. 

Pedro Abel e Erika

  

Lá em casa manda o coração

 

Agradecem a Deus pela sua família

Antes de Jantar

Lá em casa manda o coração

 

Beijam a testa da criança

todas as noites

Lá em casa manda o coração

 

Ela cozinha

Ele está ausente

Lá em casa manda o coração

 

A criança tem círculos cinzentos

debaixo dos olhos

Lá em casa manda o coração

 

As costas d’ele estão doridas

e marcadas pela tijoleira

Lá em casa manda o coração

 

A professora repara nas manchas roxas

espalhadas pelo corpo da criança

Lá em casa manda o coração

 

O corpo pisado dói-lhe

enquanto caminha

Lá em casa manda o coração

 

As notas estão cheias de manchas vermelhas

assim como as mangas da sua camisola

Lá em casa manda o coração

 

Ela chora de arrependimento

enquanto assina os papéis do divórcio

Lá em casa mandou o coração

 

Tiago Maia, Cristiana, Carolina e José Daniel

 

Lá em casa, manda o coração

 

Lá em casa

Manda o coração,

Tua perdição

Minha inspiração.

 

Memórias esquecidas

Coração desfeito,

Tua traição

Minha desilusão.

 

Demónio meu

Flor tua,

Almas perdidas

Ainda duvidas?

 

Catarina Silva e Alexandra Silva

 

Lá em casa manda o coração

 

Lá em casa

Manda o coração,

Tua perdição

Minha inspiração.

 

Memórias esquecidas

Coração desfeito,

Tua traição

Minha desilusão.

 

Demónio meu

Flor tua,

Almas perdidas

Ainda duvidas?

 

Catarina Silva e Alexandra Silva

 

Nunca foi fácil

 

Eu vi-te,

Mas tu não me viste…

Eu deixei-te entrar

E levaste tudo.

 

Nunca foi fácil entender-te,

Mas eu tentei até não poder mais.

Cortaste a minha pele

E entraste em mim.

 

Já não consigo sentir,

Tornaste-me indiferente perante o mundo.

Levaste o meu todo

E não me deixaste nada.

 

Beatriz Caçador e Beatriz Silva

 

Passam o dia a olhar para os aviões

 

Sentados os dois

Na areia da praia                                                                        

Passam o dia

A olhar para os aviões                              

 

Reflete-se nos seus olhos

O trajeto das suas vidas

 

Partem no céu infinito

Na esperança de definir

Aquele implícito sentimento

Que ora é perfeito ou imperfeito

Conquistador e destruidor

 

Será amor ou ódio?

Ódio de tanto amar

Aquela forte dependência

Que os faz duvidar

Dos seus destinos

 

Fecham-se os olhos

Cruzam-se os caminhos

Ouve-se uma voz:

Simbiose

 

Rui Salgado, Gonçalo Ferreira, Diogo Soares

 

Passam o dia a olhar para os aviões

 

Passam o dia a olhar para os aviões,

comendo camarões!

Anda connosco a leixões,

e variamos para rojões.

 

Os tremoços não ficam de fora,

pois a Dora foi comprá-los agora!

O Sísifo queria chouriço,

mas não há salário para isso.

 

O Rui e o “Gonza” chegaram,

e a tenda montaram.

A meio da noite o Diogo chegou,

e nas orelhas levou,

porque o detergente não comprou!

 

Rui Salgado, Gonçalo Ferreira e Diogo Soares

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